Recentemente, a modelo Ameni Esseibi, que vive em Dubai, reacendeu um debate importante sobre a representação na indústria da moda. Através de stories no Instagram, ela expressou sua frustração em relação à falta de mudanças significativas para modelos, especialmente aqueles com corpos curvilíneos, mesmo com todo o discurso sobre progresso no setor.
O contexto dessa nova conversa foi o lançamento de The Devil Wears Prada 2, que trouxe à tona questionamentos sobre a realidade enfrentada por profissionais da moda hoje. Ameni compartilhou suas impressões, afirmando que o que poderia parecer uma simples comédia, na verdade se assemelha a um documentário sobre os desafios que os modelos ainda enfrentam nos bastidores.
Reflexões sobre a Inclusividade na Moda
Em suas postagens, Ameni enfatizou que, embora a indústria fale sobre inclusão, a prática muitas vezes não reflete essa conversa. Ela mencionou uma cena no filme onde o termo “body negative” é utilizado de forma negativa, refletindo a mentalidade ultrapassada que ainda persiste entre alguns designers. Para ela, a verdadeira inclusão não deve ser vista como uma novidade temporária, mas como uma norma estabelecida.
A Necessidade de Mudança em 2026
Ameni chamou a atenção para o fato de que, apesar de vivermos em 2026, muitos aspectos da moda ainda estão presos a uma visão superficial de inclusão. Ela destacou que modelos de diferentes tipos de corpo não devem ser considerados uma exceção, mas sim uma representação padrão. Em um discurso assertivo, ela desafiou a chamada “gatekeeping” do setor, que, segundo ela, é obsoleta e urgente por transformação.
As declarações de Ameni vêm em um momento oportuno, com o relançamento de discussões sobre The Devil Wears Prada, questionando para quem esta evolução está realmente sendo dirigida. Sua mensagem é clara: a representação deve ser uma norma, não uma tendência.
Se você vive em Dubai, essas reflexões de Ameni relevam como a cultura da moda na cidade ainda está evoluindo e a importância de um diálogo aberto sobre inclusão e diversidade. Estamos acompanhando esses desenvolvimentos com interesse, pois esta é uma conversa que afeta muitos na comunidade. A moda deve refletir a sociedade em sua totalidade, e vozes como a de Ameni são essenciais para garantir que isso aconteça.